Crítica The Messenger

The Messenger é um jogo extremamente simples mas muito bem feito. Inspirado em jogos como Shinobi e Ninja Gaiden, o jogador controla um ninja que após uma invasão de demônios na terra se torna o mensageiro. Entretanto, um dos diferenciais é que ao decorrer da campanha, o bravo ninja passa migrar entre 8bits e 16 bits, alterando arte, música e até mesmo as plataformas da fase.

Uma palavra para definir The Messenger é “mudança”. Ao mesmo tempo, se eu fosse comparar o jogo a um prato de comida(o que foi a ideia inicial) seria um Arroz, Bife e Batata Frita. Algo que se pararmos para pensar é meio contraditório. Não existem grandes mudanças em um prato simples como esse, na realidade, é bem difícil alterar o gosto de um bife com fritas, mas é isso que The Messenger faz.

O jogo criado pela Sabotage Studio, tem o gosto de bife com fritas. É um prato delicioso, simples e fácil de se gostar. Suas mecânicas são básicas e são conhecidas por todos os que têm o mínimo contato com vídeo game.

Entretanto, é como se o bife desse prato estivesse no melhor ponto possível e a batata estivesse crocante por fora e macia por dentro. The Messenger não é um simples bife com fritas, ele é um daqueles inesquecíveis, que você comeu no caminho de alguma viagem e sempre sente falta.

Mesmo tendo uma jogabilidade simples, as mecânicas são extremamente prazerosas e cada uma delas é apresentada no momento certo. A principal delas, que permite o jogador dar um pulo extra após acertar algo com sua espada é uma das melhores, tornando tudo nele ainda mais crocante.

Graças a essa simples mecânica, o jogo se torna muito mais ágil e controlar se torna ainda mais agradável. Mesmo que seja algo difícil de masterizar, o básico é fácil e é apenas necessário ter mais habilidade com itens secundário. No decorrer do jogo, novos equipamentos são dados ao protagonista, abrindo novas possibilidades e aos poucos realmente mudando o game e é aí que a palavra “mudança” ganha força.

Transformação The Messenger

The Messenger muda sorrateiramente até que em um baque o jogo se altera completamente. Não é apenas uma alteração visual, são ideias e mecânicas sendo apresentadas do início ao fim, até que o próprio jeito de se jogar mude. É como se a ideia de migrar entre 8 e 16bits não fossem só sobre os detalhes, mas também sobre mecânicas.

As mudanças em The Messenger são tão drásticas que qualquer detalhe dela podem ser consideradas spoiler,mas é tão importante para o game que precisa pelo menos ser citado na crítica.

A questão é que com essas mudanças, o jogo nunca perde o gostinho de quero mais, mesmo na metade dele, você quer mais do começo e no fim, quer um pouco mais do meio. É algo que faz falta hoje em dia, mesmo durando uma média de 12 horas o game sabe a hora de terminar. Tal qual o bife com fritas, mesmo satisfeito, você ainda aceita um pedacinho e algumas batatas.

Dessa maneira, com todas essas mudanças, o bife com fritas que é o game se mantém do início ao fim. Os chefes são criativos, as piadas que ocorrem por todo o jogo são hilárias e cada cenário do jogo é único e tem seus desafios próprios. Com todos esses elementos, é fácil categorizar The Messenger como um dos melhores indies do ano. Um daqueles que é difícil esquecer.

The Messenger será lançado dia 30 de Agosto para PC e Nintendo Switch.

Está critica foi feita usando uma cópia cedida pela publisher, Devolver Digital para Nintendo Switch.

Com gráficos simples, o game não precisa de uma placa de vídeo dedicada, nem requer muita memória do computador. Sendo assim, o game recebe o selo PC da Xuxa. Confira os requisitos:

MÍNIMOS:

  • SO: Windows 7 Service Pack 1 or newer
  • Processador: Intel core i5-4210 1.7ghz
  • Memória: 2 GB de RAM
  • Placa de vídeo: Intel HD Graphics 4400
  • Armazenamento: 1200 MB de espaço disponível
  • Placa de som: Onboard soundcard or better
PC da Xuxa

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