Volcano Princess faz parte de um gênero muito específico de jogos que tenho pouco contato, mas sempre que tenho me fascina: simulador de pai de menina.
Esse em específico, é abertamente inspirado em Princess Maker que é um dos pioneiros que popularizou o gênero.
Você é pai de Rose, um pai solteiro que precisa cuidar de sua filha dos cinco até os dezoito anos de idade. O jogo se passa num mundo fantástico com magias e monstros, e aos 12 anos de idade Rose decide se alistar na academia para se tornar uma cavaleira. O foco do jogo é colocar Rose para ter experiências sociais que vão refletir em que tipo de adulta ela será, quais vínculos ela seguirá pra vida e quais carreiras seguir. O jogo é cheio de atributos e mecânicas, e o esperado é você não apenas ficar perdido no começo, mas ver Rose falhar e ir mal em várias coisas (afinal, ninguém começa sabendo). Volcano Princess coça aquela coceirinha de você acompanhar o crescimento da personagem, ver ela sendo melhor cada vez melhor naquilo que está treinando e ver o resultado disso na eventual vida adulta. O jogo também tem combate por turno numa área específica para explorar, e outro tipo de combate feito de forma automática baseado nos atributos de Rose.
Inclusive, logo no começo você escolhe que tipo de pai está mirando ser, e tenha isso em mente quando for responder questões que sua filha levantar.
Terminei o jogo 3 vezes e me dei por satisfeito, mas o jogo tem muito, mas muito mais conteúdo a ser explorado. Fiz um final aonde Rose vira uma general, um que ela vira uma renomada atriz de teatro e outro em que coisas especiais e profundas na história acontecem que mudou a perspectiva da vida e natureza de Rose.
E um lance legal desse jogo é a possibilidade de ter relacionamentos de todo tipo sem muita neura, tanto LGBTs quanto não monogâmicos
O cenário de fantasia tem uma trama maior rolando para além da personagem. E há muitos personagens que tem suas próprias histórias que você vai descobrir ao longo do tempo conforme Rose se relaciona com eles. Não diria que gosto de todas as histórias contadas aqui, mas sai feliz com alguns personagens e relacionamentos contados.
Há vários outros finais, desde ela se dando bem a profissões ou escolhendo caminhos ruins, como se tornar líder de gangue ou uma rainha demônio. Inclusive um dos finais que peguei, envolvem a trama maior que acontece em paralelo com o jogo
Ah, joguei no Gamepass e essa versão ta bem bugada, inclusive há achievements que simplesmente não pipocaram.
É um jogo divertido, gostoso e com um loop engajante, se não fosse tão bugadinho na versão que joguei provavelmente teria passado mais tempo com ele, mesmo ele eventualmente se tornando um tanto repetitivo