O que jogamos na Brasil Game Show 2025

Por Jean Kei

Em nosso texto anterior da Brasil Game Show 2025, apontamos nossas impressões do evento em geral e como ele, num geral, foi uma decepção. Infelizmente, a parte que já considerei o cerne do evento, que é a oportunidade de conhecer e jogar jogos novos que ainda não foram lançados, também foi um tanto decepcionante.

Nos anos anteriores, havia textos separados para jogos indies e de grande porte jogados por lá, mas dessa vez vai ser tudo dentro de um texto só. Os estandes de marcas grandes apresentaram pouquíssimas coisas realmente novas, e a ala indie achei um tanto escondida, sequer havia um indicativo claro de onde ficava no mapa oficial do evento. Coisa que, convenhamos, é bizarro ser algo tão escanteado considerando o valor que pagam para estar no evento.

Havia muitos jogos que já estavam em anos anteriores, coisas novas mas com IA e no meio de tudo isso, somado com o caos que foi o sábado do evento, confesso que dei pouca atenção para os jogos indies e ficou faltando algumas coisas que quis jogar, mas acabei não conseguindo.

Dito tudo isso, ainda há jogos que se destacaram positivamente para mim e gostaria de citá-los aqui.

Todos os jogos estarão com link da página da Steam em seus títulos, para caso tenha interesse, colocá-los em sua wishlist.

Seth Slays Everybody

Um tower defense da Candeia, no qual você controla o Deus Egípcio Seth que, por causa de uma maldição, se tornou uma guilhotina. Para voltar à sua forma original, Seth precisa de sangue, e para adquiri-lo, fez com que seus tesouros fossem expostos para exploradores desavisados tentarem saqueá-los, para assim cair nas armadilhas que você constrói junto de seus ataques em forma de guilhotina.

O jogo é um tower defense muito redondinho e divertido, as partidas são rápidas e tem um quê de roguelike, no qual algumas armadilhas e upgrades aleatórios aparecem.

Bloodfang

Eu vi esse jogo ano passado e confesso que havia me passado bem batido quando joguei por soar um soulslike meio genérico e sem muito impacto. Bem, talvez os desenvolvedores concordaram com minha opinião, porque esse ano trouxeram uma build refeita do 0 com um jogo muito mais polido e interessante. Ele ainda é um soulslike, mas os cenários me soaram mais interessantes, o combate pareceu ter um peso melhor e me chamou a atenção. É um jogo que despertou meu interesse e vou ficar de olho para quando eventualmente lançar.

Eden’s Frontier

A primeira coisa que me chamou atenção quando olhei para esse jogo foi o quanto ele é bonito. Me lembra muito a estética HD-2D da Square Enix e, segundo os desenvolvedores, o jogo tem Ys Seven como referência. Particularmente, ele não me remeteu tanto a Ys, e se fosse pensar pelo recorte do que joguei, não apontaria necessariamente o Seven; dito isso, os desenvolvedores afirmaram que teria mais dois personagens jogáveis, então a dinâmica pode mudar bastante. Na demo do jogo, controlamos uma criaturinha chamada Blu, que é um “patinho feio” de sua raça por não saber usar magia. O jogo é um action RPG com puzzles leves e um climinha de aventura legal.

Existem planos de transmídia, pois serão lançados HQs prequel do jogo. A ideia de transmídia me causa sentimentos mistos, pode ser algo bem legal, mas quando uma mídia depende de outra e não temos algo tão fechadinho em si, pode gerar certos problemas.

Crow’s Requiem

Um jogo de uma equipe que tem experiência com RPG de mesa, tendo lançado dois livros-sistema. Crow’s Requiem é um RPG totalmente focado na narrativa no qual você é um coletor de corpos num mundo pós-pandêmico. A escruta me lembrou um pouco o mundo de Disco Elysium, no qual você está inserido num mundo que não é 1 para 1 com o nosso, mas aponta alusões bem claras. Na demo tínhamos 3 tipos de personagens, um focado em ser empático e ouvir os outros, um brutamontes que só quebrava tudo em seu caminho e um malandro manipulador. Na demo do jogo, passamos um tempo nesse trabalho precário que conversa com a dificuldade e mecânicas opressoras (você precisa pagar dívidas, ganha mal por corpos coletados, precisa administrar bem o tempo de trabalho e pagar gasolina).

É um jogo com potencial de trazer uma excelente narrativa.

Last Flag

É um Hero Shooter de capturar bandeira com camadas a mais. Confesso que não estava muito animado para o jogo, especialmente porque, enquanto esperava jogar, estava assistindo a uma partida super longa. Mas, para minha sorte, minha partida foi relativamente rápida e acabei me divertindo com ela.

A partida tem 3 momentos: esconder a bandeira, capturar bases que revelam pontos do mapa onde a bandeira adversária não está e achar a bandeira do oponente e levá-la para sua base principal.

Na minha partida, fui o responsável por esconder a bandeira (o que me deu uma ansiedade terrível, mas deu certo) e, como estava sendo muito ruim na ofensiva, optei por ficar relativamente longe da bandeira (para não entregar a posição) mas atacar oponentes no cenário que passassem ali perto, na esperança de distrair e potencialmente confundir a posição da nossa bandeira

Se isso foi efetivo na prática, eu não sei, mas ganhamos a partida.

E esses foram os nossos destaques da Brasil Game Show 2025.

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