Preview: Octopath Traveler 0 – Caminho um pouco diferente para a série

Por Jean Kei

Octopath Traveler é uma franquia na qual tenho uma relação curiosa. Eu estava muito empolgado com o primeiro jogo, até de fato jogá-lo e sair bem decepcionado. Anos depois, fui jogar o segundo jogo sem nenhuma expectativa e encontrei um dos meus RPGs favoritos de tempos recentes.

Quando Octopath Traveler 0 foi anunciado, fiquei bem interessado, tanto por estar com um saldo positivo com a franquia quanto por ele aparentar ser uma espécie de remake do jogo mobile Champions of the Continent. A Square nos forneceu uma cópia do jogo para realizar a preview dele e venho aqui dar minhas impressões.

E do que se trata Octopath Traveler 0?

Esse jogo foi concebido como uma espécie de “híbrido” entre jogo novo e remake do jogo mobile Octopath Traveler: Champions of Continent. O que foi dito é que o jogo teria conteúdo do gacha mobile, mas histórias originais em sua maior parte. Como não joguei COTC, não teria como fazer nenhum tipo de comparação, mas como jogo inédito para mim, tive primeiras impressões bem boas.

Nesse jogo, você não tem oito protagonistas, mas sim cria um personagem próprio que vive numa cidade chamada Wishvale, a qual é dizimada por um exército tirano no fim do prólogo do jogo. Você escapa do massacre com sua amiga e, anos depois, decidem reconstruir aquela vila que era tão importante.

Você vai definir tudo do personagem: gênero, aparência, voz e até sua comida favorita. Como sou um adulto maduro e muito sério, disse que o que mais gosto de comer era “cu de curioso” e sinto que essa piada vai me perseguir o jogo inteiro.

E é nesse ponto que a dinâmica do jogo se diverge um pouco dos outros títulos

Nos dois títulos anteriores, você tinha a história individual de oito protagonistas que conversavam muito pouco (ou nada, no caso do primeiro) entre si para tudo se juntar no final. No caso de Octopath 0, isso não funciona bem assim.

Após o prólogo, descobrimos que o continente está sendo assolado por três figuras poderosas, e que, caso elas não sejam derrubadas, ninguém do continente estará seguro. Você então tem quatro rotas de quests principais, uma para cada tirano e uma focada na história de reconstrução da cidade. Tal qual os jogos anteriores, você não precisa fazer uma quest de cada. O jogo incentiva você a alternar suas missões e explorar o mundo. Algo que achei interessante mecanicamente é que, com o contexto de reconstrução da cidade, me senti mais empenhado em explorar. Ao longo do jogo, você colhe materiais de construção e pode chamar pessoas para morar em Wishvale, ajudando na reconstrução.

Jogo lindo, como sempre

HD-2D é um estilo de arte bem bonito e que foi se refinando conforme os jogos, e aqui não é diferente, o jogo tem cenários bem bonitos. Durante o começo, teve pelo menos dois momentos que poderia tirar uma screenshot e usar de wallpaper do computador.

Não apenas o trabalho com sprites e cenários é lindo, mas as artes são todas muito chamativas.

 

Enfim, é a série que você conhece mas com takes novos

Esse jogo ainda é essencialmente um Octopath Traveler, o sistema de batalha por turnos envolvendo Brave Points que permite repetir ou fortalecer ações ainda está aqui. A exploração e uma sensação de jogo não linear também estão aqui. A maior diferença e novidade desse jogo é como ele me parece bem mais focado desde o início e mais interessado em contar uma história do mundo e das pessoas que habitam nele, ao invés de tentar focar em acompanhar narrativas pessoais diversas. Até o momento, parece funcionar muito bem.

O começo do jogo foi promissor e estou empolgado para jogar o resto.

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