Mini-Crítica: Elden Ring Nightreign – The Forsaken Hollows

Por Jean Kei

Nota: 8

Esta crítica foi escrita usando uma key enviada para o Game Lodge

É um pouco complicado fazer uma crítica com nota para a expansão Forsaken Hollows. Por um lado, ele é um conteúdo mais robusto o suficiente para se justificar como uma experiência nova em Elden Ring Nightreign. Por outro lado, ele é mais Nightreign e eu sinto que se eu escrever em detalhes minha experiência com ele, irei apenas estar repetindo o que escrevi na análise do jogo base.

Minha jornada com Nightreign foi a de aprender a apreciar cada vez mais o jogo lidando com o multiplayer dele, achando jogadores para jogar frequentemente comigo e formar um time sólido, o que foi uma experiência bem divertida e única para mim. Como as duas pessoas que jogaram muito comigo Nightreign no Xbox não estavam mais tão entusiasmadas (e talvez nem com a DLC) com o jogo no período de lançamento de Forsaken Hollows, eu meio que passei pelo mesmo processo revisitando o jogo.

Desde que joguei pela primeira vez Nightreign, o jogo passou por várias atualizações e jogar sozinho se tornou mais suportável (ainda frustrante e pouco recompensador, mas bem mais fazível). Além disso, agora há como jogar com duas pessoas ao invés de três, criando partidas mais flexíveis com conhecidos.

As novas classes

Testei as novas classes da DLC, a Sepultadora e a Estudiosa, jogando sozinho, e enquanto a Estudiosa senti que dependia muito de outros personagens, por ser um personagem bem de suporte que seu especial envolve dar bônus a aliados e desvantagens nos inimigos, porém, ele é um personagem bem interessante, focado em usar itens e potencializa o uso deles. Com ele, aquele monte de itens que passava a ignorar se torna um recurso interessante.

A Sepultadora funciona bem sozinha, mas ela brilha mesmo é jogando com outras pessoas, já que ela fica mais ofensiva com a habilidade de conseguir usar um Ultimate de graça em seguida do Ultimate de um aliado, possibilitando combos.

Joguei bastante de Sepultadora, mas confesso que após várias horas voltei para minha zona de segurança e fiquei com a Duquesa, que é a personagem que melhor dominei em Nightreign.

O novo mapa

A DLC conta um novo mapa, o que me fez ter que reaprender muito desse jogo. Após várias horas em Nightreign, o jogo perde qualquer senso de descoberta e urgência e vira um desafio muito mais mecânico e de habilidade de lidar com o que é entregue na run. Cada run é diferente, mas depois de muitas horas, logo de cara você já sabe o que esperar em boa parte do jogo.
 
Um mapa novo, com exploração mais vertical, locais novos, faz a sensação que havia no início do jogo e morreu com a experiência nele voltar toda de novo. É um novo aprendizado, e está mais difícil e mais cruel (ou eu que fiquei pior no jogo). O curioso é que, jogando com pessoas aleatórias, senti que paradoxalmente os jogadores faziam mais besteira no mapa novo (o que é normal, é algo novo para todo mundo), mas tinham menos paciência com erros, dando rage quit com muita, mas muita frequência.

Os novos chefes

Eu adorei os chefes que foram acrescentados, tanto os finais de cada run, que em alguns aspectos me pegaram de surpresa por enfrentar sem saber nada, quanto os chefes que aparecem no final de cada noite. Não tem nada de Shadow of Erdtree aqui, mas tem alguns bosses de Elden Ring repensados pela dinâmica multiplayer que funciona legal e outros reusos legais (como no primeiro jogo).

É mais Nightreign para quem já gosta de Nightreign

A DLC não acrescenta nenhuma dinâmica que vai quebrar sua forma de pensar esse jogo, ou mudar algum design de forma forte como o Shadow of the Erdtree, mas é um conteúdo adicional que cumpre bem o seu papel naquilo que se propõe, ser um adicional.

Nome do jogo:

Elden Ring Nightreign - The Forsaken Hollows

Publisher:

Bandai Namco

Desenvolvedora:

FromSoftware

Plataformas Disponíveis:

PC, Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series S|X

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