Final Fantasy VII Remake Integrade – A experiência de revisitar esse jogo em um novo port

Por Jean Kei

A única vez que havia jogado Final Fantasy VII Remake foi em 2020, há quase seis anos. Ele foi um jogo muito celebrado e discutido na época, tanto pela existência dele na época parecer um sonho inalcançável  quanto pelo jogo em si, que tomou decisões criativas até hoje divisíveis. Era um excelente jogo em 2020 e ainda é em 2026, e meu ânimo para a franquia foi reanimado. Porém, esse texto é um pouco difícil de fazer, pois não sei o que dizer que já não foi dito sobre este jogo.

Já tem uma crítica do jogo original feita pelo Silvio, apontando aonde o combate do jogo brilha, seus acertos narrativos e suas falhas devido ao João Klebismo cultural. “Ah, então fala sobre as mudanças da versão Integrade”. Já tem a crítica do Arthur que fala sobre o INTERmission, como a Yuffie é muito ágil, rápida, talvez um pouco quebrada e como o Integrade é uma versão melhorada pero no mucho, mas consertaram AQUELA porta. São críticas antigas, feitas num mundo onde Final Fantasy VII Rebirth ainda não existia, mas ainda são muito válidas e verdadeiras sobre como o jogo em si é.

Olha só, textura na porta

Sinto que essa não será a última vez que revisitarei esse jogo, porém. Quando o terceiro título da trilogia chegar e essa franquia se concluir, olhar para o começo poderá me dar perspectivas diferentes.

Mas há coisas adicionadas nos ports

Tanto a versão de Switch 2 quanto a de Xbox Series ganharam vantagens para atravessar o jogo mais rápido. Você, ao começar um novo jogo, pode começar com parâmetros no padrão ou já num nível muito alto e com vários recursos. Além disso, você pode configurar mais vantagens, como dar sempre dano máximo e invencibilidade. Pelo que pude ver, as de PCPlaystation 5 também receberam via atualização.

Joguei o INTERmission pela primeira vez, e como foi uma primeira experiência, joguei com tudo no padrão. Yuffie, por mais apelona e divertida que seja, ainda é um jogo um tanto desafiador que vai te matar se você não prestar atenção no que faz. O modo hard exige que você de fato conheça o sistema e é um desafio recompensador, tal qual na campanha principal foi lá em 2020. Não pretendia rejogar a campanha principal toda, mas com essas opções, me senti convidado a revisitar o jogo quebrando-o. Além de quebrar o jogo, você também pode acelerar em 1.5x a 2x as cutscenes.

Essas opções foram feitas claramente reconhecendo que esse não vai ser o primeiro contato com o jogo para muitos que pegaram essa versão, e acho justo. Caso seja sua primeira experiência, jogue com tudo no padrão que é um jogo perfeitamente equilibrado e divertido.

Roda bem, para a surpresa de quase ninguém

Joguei no Xbox Series S e vi vídeos da versão de Switch 2 e ambas pareciam bem similar, sem queda de frame nem nada. Claro, originalmente é um jogo de Playstation 4 e talvez o verdadeiro desafio seja no segundo jogo, mas estou confiante de que darão conta do recado. Talvez, se você for o chatão obcecado por resolução, ache problemático no Series S e Switch 2, mas honestamente sigo achando um jogo bonito tal qual achava no PS4.

Enfim, esse episódio importante para videogames está disponível para mais pessoas

É estranho pensar o quão “comum” essa trilogia de Remake parece hoje em dia, agora que tem quase seis anos desde que foi iniciada. Esse remake em forma de trilogia foi algo aguardado e pedido por décadas devido ao quanto o jogo de 1997 foi impactante para a indústria. Ainda não joguei o Rebirth e acho que só terei uma opinião verdadeiramente formada quanto às mudanças e decisões criativas do jogo após jogar todos os três jogos, mas não dá para negar que é algo único que temos aqui.

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