Homura Hime é bem divertido, porém a performance me impediu de continuar

Por Jean Kei

Quando vi Homura Hime na mais recente conferência da Nintendo Indie World Showcase, me interessei pelo jogo. Ele se mostrou um hack’n slash fortemente inspirado em NieR: Automata e com um quê de Devil May Cry Bayonetta, jogos bem focados em serem criativos em seus combos. A versão anunciada de Switch 2 não tem uma data exata ainda, mas a de PC sairia no dia seguinte. Recebi o jogo para análise e tive sentimentos mistos.

Pra começo de conversa, qual é desse jogo?

Homura Hime é um hack’n slash no qual você joga com Homura, uma sacerdotisa escolhida por uma organização divina. No mundo do jogo, quando almas sofrem uma corrupção intensa devido a algum arrependimento ou sofrimento, esta alma se torna um archdemon, que afeta toda a área ao redor e se torna uma ameaça. A missão de Homura como sacerdotisa escolhida é eliminar essas criaturas para proteger o mundo.. Ou é o que parece inicialmente.

Logo nas primeiras horas, o jogo mostra que a inspiração em NieR não se limita apenas ao combate com elementos de shoot’em up, mas também numa narrativa que deseja questionar o jogador sobre seus atos. De fato, já no primeiro chefe do jogo, a história te dá uma cutucadinha de “será que estou fazendo a coisa certa?”, sentimento que se intensificou nas duas fases seguintes.

O jogo todo tem limitações um tanto claras, o que é esperado de um time pequeno, mas o combate estava bem divertido. Os combos são simples, mas geralmente funcionavam bem, a mistura de tiroteio com hack’n slash estava bem implementada e o level design das fases, apesar de simples, funcionava.

Mas eu não estou aqui para fazer uma análise do jogo, mas para apontar o problema de performance que tive no meu computador e como ele me impediu de continuar.

A performance do jogo, na altura em que escrevo, está bem inconstante. Nos melhores momentos, ele rodou a 60 FPS e tudo estava gostoso, mas em diversas áreas ele sofria quedas bruscas e quanto mais avançava no jogo, maior era a frequência dessas quedas de FPS.

As configurações do jogo e do computador

Para deixar claro em que contexto estou lidando com esse jogo, vou falar as configurações do meu notebook: um Acer Nitro 5 com uma placa NVIDIA 3050 de laptop, 32 GB de RAM e processador i5 de 11ª geração.

Foi com esse notebook que joguei Atelier Yumia para fazer análise e naquele jogo mesmo citei questões com a performance, mas não levei aquilo tanto em consideração porque era um jogo no qual minha placa de vídeo era fraca e joguei ciente do gargalo. No caso de Homura Hime, meu notebook está acima do mínimo e não está tão distante do recomendado.

O jogo tem poucas opções de configurações gráficas, podendo apenas mexer na resolução, e mesmo na resolução mais baixa (720p) esses problemas persistiram.

Vi comentários de que o jogo está tendo problemas similares com o Steam Deck

Não costumo ser alguém chato com performance, mas para um jogo de ação frenética isso acabou me afastando muito. 

Suspeito que esse problema de otimização tenha muita relação com os cenários, pois em algumas áreas o jogo roda bem, em outras, mesmo com poucos inimigos, começa a capengar. Uma questão curiosa é que alguns inimigos possuem uma mecânica de lhe jogar em seu “domínio”, mudando o cenário do local e geralmente exigindo uma sequência de esquivas de centenas de projéteis ou uma sequência de parries. Todas as vezes que entrava em um domínio, o jogo imediatamente voltava a ficar travado em 60 FPS.

Tudo isso apontado, eu ainda quero revisitar esse jogo

Não escrevi este texto só para reclamar do jogo e “fechar as portas” com ele. Nos momentos em que o jogo rodava bem, me diverti bastante, mas o desempenho inconstante me frustrava demais. Meu sentimento com o primeiro chefe foi “essa luta seria incrível se não tivesse queda de frames”, e percebi que minha cabeça estava tão presa naquilo, que minha atenção com os diálogos do jogo começou a ficar dispersa.

Não seria justo jogar Homura Hime nessas condições e escrever uma análise, pois ela viria de um viés específico que provavelmente não será a realidade futura desse jogo.

A equipe do jogo já declarou que está trabalhando para melhorar a performance dele e imagino que isso seja uma das questões para o futuro port de Switch 2.

Quando ocorrer uma atualização que melhore consideravelmente a performance do jogo, voltarei para jogá-lo direito e escrever uma crítica focando no jogo em si, e não nas questões técnicas dele.

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