Echoes of Aincrad é o mais novo jogo de Sword Art Online. O jogo é um JRPG de ação que se passa no início da obra, mas o diferencial, em relação a entradas antigas da franquia, é que nele nós criamos o nosso próprio personagem para protagonizar a história, em vez de jogar com algum personagem icônico da série.
Tive a oportunidade, graças à Bandai Namco, de testar a versão de PC do jogo de forma antecipada por aproximadamente 3 horas e posso garantir que saí com o gostinho de quero mais.
Como destacado, um dos grandes pontos desse jogo é que o jogador cria o seu personagem para viver a sua história no mundo de Aincrad. Temos a participação de personagens icônicos da série, mas o foco mesmo é a sua aventura e perspectiva naquele lugar. O que por si só é uma ideia ótima, já que Aincrad tem muitas riquezas para explorar.
Os personagens introduzidos para lhe fazer companhia durante o jogo também parecem bem interessantes e com características únicas entre si. Eles me passaram a impressão de que serão um grupo bacana de acompanhar e seus designs também estão bem legais, se destacando pelo mapa.
Para o(a) protagonista, as opções de customização eu achei satisfatórias. Claro, não é o maior criador de personagens da indústria, mas achei que as opções de cabelo, cores, olhos e outros detalhes têm um número de opções que permite dar uma variada entre aparências enquanto parecemos um boneco de Sword Art Online. Só acho que as opções para barba são escassas. Nesse quesito, poderia apresentar uma variação maior.
Além da questão da aparência, podemos personalizar nosso personagem para o estilo de jogabilidade que melhor nos encaixa. Se gostar de uma jogabilidade equilibrada entre ataque e defesa, podemos usar espada e escudo como armas; se quiser algo mais rápido, temos rapieras ou adagas; para algo mais pesado, temos lanças ou uma espada de duas mãos.
Podemos, a qualquer momento na cidade, trocar nosso equipamento, então é super tranquilo testar as variações para identificar de qual você gostou mais. As armas, que ganhamos de espólios de missões ou batalhas ou que podemos forjar no ferreiro, são escalonáveis com diferentes atributos, então o que você vai querer priorizar ao upar seu personagem vai depender da sua arma. Por meio da Síntese no ferreiro, podemos combinar EX-Mods de diferentes armas. Esses mods são um status que a arma pode ter e que concede algum benefício diferente.
Uma outra vantagem é que resetar os seus status e redistribuir os pontos ganhos é simples, requer dinheiro, mas não é um valor absurdo. Então, o jogo busca realmente dar opções e liberdade de testar essas opções e encontrar o ponto que o deixa mais confortável para que você tenha realmente a aventura que deseja em Aincrad.
Como dito acima, o jogo conta com uma variedade de armas para o jogador poder usar e cada arma traz um estilo de jogabilidade diferente. Não só a velocidade de ataque, mas o padrão dos golpes e o dano base mudam de arma em arma. O que é constante são os botões que você vai usar. O RB/R1 é para golpe leve, RT/R2 golpe pesado, LB/L1 defesa e LT/L2 para abrir um submenu para usar suas Sword Skills e Partner Skills. Além de A/X para pular e B/O para desviar.
São controles tranquilos de pegar, ainda mais se você tem costume de jogar jogos de ação com golpes nos gatilhos. Não é muito o meu caso, mas eu me acostumei rapidamente. Uma coisa legal é que usar um golpe leve ou pesado numa posição neutra sai um golpe, mas se você usar correndo, por exemplo, sai um outro. Fora que você pode criar combos combinando golpes neutros com pesados. Existem também contra-golpes caso você consiga dar parry no oponente e vantagens se desviar no momento certo.
Além dos golpes básicos, possuímos as Sword Skills, que são golpes especiais que podemos equipar. Cada estilo de arma vai ter suas Sword Skills próprias para usar. Elas são equipadas no menu e ficam designadas a um botão diferente, sendo usadas ao combinar LT/L2 e esse botão da skill. São golpes fortes, que ajudam contra inimigos mais fortes, chefes ou uma horda grande de inimigos simples. Elas têm um tempo de recarga antes de poderem ser usadas novamente.
Também temos os slots de itens, onde, com as 4 setinhas, usamos vários itens de forma rápida. São 4 itens para usar de forma rápida, mas segurando o botão é possível alternar entre outros itens na bolsa de forma rápida sem ter que abrir o menu completo. Além disso, temos uma posição fixa com um item de cura, que é basicamente um frasco de “Estus” do Dark Souls, já que ele recarrega quando descansamos. Fora itens de cura de vida ou status, podemos usar bombas ou outros itens que interagem com inimigos e com o cenário, já que às vezes precisamos destruir coisas pelo mapa para poder acessar algumas áreas.
Com as 3 horas que experimentei, pude sentir que a jogabilidade está combinando bem com o estilo do jogo. Ela não é super complexa, mas tem diversidade, ainda mais com as diferentes armas. Ficou algo realmente bacana e com a sensação de que vai melhorar ainda mais com o passar do jogo, à medida que a gente vai subindo de nível e ganhando mais habilidades e armas melhores.
Para complementar ainda mais, temos também os aliados que andam com a gente. Não os controlamos nem podemos mudar para eles em batalha, mas conseguimos definir o comportamento deles em batalha. Durante a batalha, podemos deixá-los em modo “Troca” ou “Livre”; isso ajuda a manejar o aggro dos inimigos entre a equipe e permite que você recuse usar uma habilidade ou algum item.
Além disso, cada um deles possui uma Partner Skill diferente para auxiliar a gente em batalha. Essa skill pode ser algo para suporte, como uma cura, ou pode ser algo mais direto, como um ataque mesmo. E também possuímos um ataque em conjunto, com uma bela animação, diga-se, que é bem poderoso. Essas skills também possuem um tempo de recarga para poderem ser usadas.
O que pude sentir nessas horas de prévia é que os aliados são de fato aliados. Não pareceu aquele tipo de CPU que vai mais te atrapalhar do que ajudar de verdade. E os comandos que damos para eles, mesmo que poucos, são efetivos para que possamos controlar o fluxo de batalha da maneira que gostaríamos. O fato de ser o jogador que usa as skills deles também é ótimo, pois temos o total controle do momento de usar e não há o risco da CPU usar num momento ruim e ficar impossibilitada de usar num momento em que era importante.
A imersão de se sentir numa aventura em Aincrad só poderia estar completa com uma ambientação que nos fizesse sentir naquele mundo de fato. E, para a sorte dos fãs de SAO, é o que encontramos aqui. O mundo aqui está muito bem construído, já que, além de bonito e denso, ele também está grandioso. O mapa do andar não é pequeno, possuindo vastas áreas para explorar. A cidade parece densa e grande, com construções altas e espaços abertos, dando a sensação de estar num local grandioso mesmo.
Só que o jogo também sabe trabalhar com lugares que precisam ser mais apertados, como dungeons, o que ajuda a criar sensações mistas, como o medo da ameaça de um local fechado em dungeons, onde não há rotas de fuga a perigos iminentes, como a sensação de plenitude ao encontrar um vasto campo a ser explorado e apreciado. A ambientação realmente trabalha para ajudar na imersão que o jogo quer inserir o jogador.
Existe uma variedade de inimigos que encontramos no início do jogo e eles têm um comportamento levemente diferente entre si. Lobos, quando avistam o jogador, uivam para chamar seus aliados; os javalis saem atacando como se não houvesse amanhã; inimigos com ataques à distância tentam ficar longe para preparar esses ataques. É uma amostragem pequena, mas pelo menos nesse início você sente um pouco de diferença no combate, a depender de quem enfrenta.
Existem inimigos mais fortes que, além de mais resistência, apresentam partes quebráveis. Além de diversificar no combate e na dificuldade, é algo ainda mais legal pelo fato de que você consegue ver a diferença da parte quebrada visualmente. Um exemplo é um inimigo com um tipo de escudo na mão e o nosso personagem não simplesmente quebra o escudo, mas arranca todo o braço (sem gore visível, obviamente) dele, então o inimigo fica baqueado e você vê, já que ele só está com um braço agora. Existem finalizações com golpes pesados de inimigos sendo partidos ao meio que também criam um certo espetáculo.
Falando um pouco da estrutura do jogo, ao menos nesse início, temos a cidade inicial do primeiro andar, onde podemos comprar itens em lojas, ir ao ferreiro, mudar nossos equipamentos e status e partir em missão. Depois temos a área externa do andar, onde encontramos inimigos, baús e itens pelo chão. Nessa parte do mapa existem áreas seguras onde podemos descansar e recarregar o item de cura fixo.
No mapa também encontramos tótens que, ao interagir com eles, liberam um inimigo forte da área e, após derrotá-lo, a gente libera mais zonas do mapa para acessar também. Eles servem como mini-chefes, basicamente. Então o loop, ao menos o inicial, é de ficar na cidade se aprimorando e se preparando para sair pelo resto do andar e encarar os inimigos, explorar as áreas por itens, descobrir dungeons e por aí vai. É um loop que, ao menos nesse tempo, me soou bem interessante e foi divertido de jogar.
Agora, falando um pouco da parte técnica. Como meu notebook não é dos mais fortes, eu tive que botar o jogo no mínimo para tentar manter o desempenho mais perto de 60 fps. Só que mesmo assim eu não achei que o jogo ficou feio. Claro, ele poderia estar muito mais bonito e detalhado se meu hardware fosse mais parrudo, mas ele funciona bem em qualidades mais baixas. O desempenho não estava no ideal (60 fps fixos), mas não senti que me atrapalhou muito. Só quando carregava uma área nova do mapa que dava uma trava maior, mas isso só me aconteceu em momentos de calmaria, então nada que interrompesse o fluxo.
É sempre bom destacar também que essa não é a build final do jogo, então é de se esperar que melhorias sejam feitas e a versão de lançamento esteja ainda mais redondinha que essa build que eu joguei. O que eu diria ser promissor, já que eu jogaria tranquilamente o jogo completo rodando como rodou.
Echoes of Aincrad já era um jogo que me deixou com vontade de jogar ao seu anúncio, afinal, eu gosto bastante do Kirito e sua trupe em Sword Art Online. E eu saio dessa prévia com mais vontade ainda. Preciso que me entreguem meu NerveGear logo para eu ficar preso em Aincrad. Com uma jogabilidade super interessante e encaixada com a proposta e um mundo rico visualmente, eu acredito que temos um jogo super interessante aqui.
E uma coisa legal é que no anúncio pessoas que talvez, normalmente, não se interessassem por um jogo de SAO, ou até mesmo um jogo baseado num anime, tiveram a atenção chamada por Echoes of Aincrad. E o jogo realmente entrega uma base bem sólida e interessante para quem não conhece a franquia, diferente de outros jogos de SAO que já joguei, que eram realmente bem voltados para os fãs. Então, se você é fã de JRPG de ação ou até mesmo de um mundo voltado para o medieval, EoA é um jogo bom para você colocar no seu radar.
Claro que 3 horas para um jogo que deve ter 10x mais do que isso facilmente é uma amostra pequena para dar um veredito final. Só que a primeira impressão que fica é muito boa e sólida, criando um desejo de continuar explorando e se aventurando por este mundo. Só no lançamento saberemos se a empolgação inicial se sustenta sem se perder no final e ficar repetitiva, mas até lá a gente continua sonhando com base nos sinais positivos que temos.
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