Mini-Crítica: Assassin’s Creed Black Flag Resync

Por Silvio Diaz

Nota: 9

Esta crítica foi escrita usando uma key enviada para o Game Lodge

Com Assassin’s Creed Black Resync, é muito curioso como as duas versões de um mesmo jogo podem estar tentando chegar aos mesmos lugares, porém, em diferentes contextos. Enquanto a versão original era um refresco para a franquia, com uma visão diferente do credo, batalhas navais que até hoje não foram replicadas em praticamente nenhum jogo (Skull & Bones) e muitos outros pequenos pontos, o remake tenta ser um refresco olhando para trás. Algo que daria certo se os jogos antigos não tivessem envelhecido tão mal.

Mais curioso ainda é como, nessas duas tentativas, elas não funcionam tão bem. É importante olhar para como estava Assassin’s Creed em 2013. Um ano depois do terceiro jogo numerado, eles tinham finalizado a grande saga do Desmond em um jogo extremamente fraco e que muitos fãs desgostam e já deixavam claro como a estrutura da franquia na época já estava cansada.

Agora, em 2026, a franquia passou por diversas mudanças e críticas que se misturam entre ter mudado demais ou estar estagnada demais, ela não sustenta mais a “anuidade” que conseguia há mais de uma década e, nesse processo, reformulou a estrutura do jogo aos poucos, num ponto de conseguir ser algo bem diferente do que já foi sem parecer que mudou tanto.

Essas mudanças foram boas? Para alguns, sim, para outros nem tanto, mas é inegável que existem boas ideias e estruturas que funcionam bem quando utilizadas da maneira certa, algo que os próprios jogos lançados pela empresa na última década provaram com seus erros e acertos. 

E, em uma tentativa de manter tudo como era, Assassin’s Creed Black Flag Resync ignora boa parte dessas mudanças, como se as visse como um erro e não como uma melhoria de mais de 10 anos para uma estrutura já cansada.

Ao tentar se manter fiel ao original e apenas “aparar arestas do passado” e adicionar detalhes mecânicos que quase não fazem diferença, como poder mergulhar no fundo do mar, o que a Ubisoft entrega com Assassin’s Creed Black Flag Resync é um jogo que não é ruim, mas, por brilhar apenas pelo visual, o novo jogo da franquia se torna mais uma demonstração de potencial técnico (ou uma tentativa de usar tudo o que construíram no fracassado Skull & Bones) do que realmente um bom jogo.

É uma pena que a temática de pirata, um cenário tão repleto de possibilidades, continue presa ao que a franquia era há mais de 10 anos. Após tanta evolução, ver o que seriam aqueles jogos antigos, com o que foi desenvolvido em todo esse tempo, daria muito mais sentido à existência de remakes como esse, tudo isso para, no fim, termos Assassin’s Creed Black Flag Resync, um jogo que é só mais bonito e um pouquinho melhor que o original e nada além.

Nome do jogo:

Assassin's Creed Black Flag Resync

Publisher:

Ubisoft

Desenvolvedora:

Ubisoft Barcelona

Plataformas Disponíveis:

PC, Playstation 5, Xbox Series S|X

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