Crítica – Patapon 1+2 Replay – Eu Quero Pon, Eu Quero Pata

Por Angelus Victor

Nota: 7.5

Esta crítica foi escrita usando uma key enviada para o Game Lodge

Quando eu era mais jovem, uma das lembranças que tenho são do meu pai ter conseguido comprar um PSP usado. Dentro desse console, tinha vários jogos, e um deles se chamava “Patapon”. Confesso que nunca entendi muito do jogo naquela época, só achando ele bonitinho e não muito mais que isso, então eu simplesmente não possuo nenhuma nostalgia pela série. Eu só fui descobrir que esse jogo é considerado uma das gemas do portátil da Sony logo depois que já havia vendido esse PSP alguns anos atrás. E parece que a Bandai Namco também ouviu os fãs, pois agora temos Patapon 1 + 2 Replay, um remaster que traz os dois primeiros jogos para plataformas mais modernas.

Dois jogos em um só

A história de Patapon envolve você, o grande “Deus Patapon”. Com o poder dos seus tambores de ritmo, seu objetivo é levar os seus seguidores, os Patapons, a chegarem ao “IT”. Esse “IT”, segundo a profecia dos Patapons, olhando para ele dará contentamento eterno a tribo. Mas durante essa jornada, você também irá encontrar várias tribos que cujas profecias afirmam que se os Patapons chegarem até o IT, não haverá contentamento, e sim uma destruição do mundo como o conhecemos.

Talvez algo que achei hilário é que você pode dar nomes a certos personagens. PORÉM, você está limitado a meros QUATRO caracteres. Essa limitação se estende até mesmo se você mudar para línguas como o japonês, mas simplesmente não tem como você escrever muita coisa com somente 4 letras. Não há nada de errado com os nomes de padrão, mas a última vez que vi um jogo com limitações sérias assim foi na época dos jogos traduzidos no DS.

Uma coisa é certa: Se você procura uma história complexa, Patapon definitivamente não possui uma. Tudo aquilo que acabei de falar é basicamente tudo que a história te conta. Esse é um jogo que valoriza a sua gameplay mais do que a lore em si. Sendo sincero, entre os dois jogos, eu achei o Patapon 2 muito mais legal do que o 1. Apesar de ele ser uma sequência direta, os sistemas e a história parecem estar muito mais bem detalhados, por assim dizer. As duas histórias são praticamente idênticas, mas eu preferi a história do Patapon 2 muito mais.

Simples, porém complexo

Patapon é um jogo que é bem simples de entender. São quatro tambores que você utiliza: Pata, Pon, Don e Chaka. Ao bater esses tambores com certas combinações, você dá ordens para os Patapons. Por exemplo, Pata Pata Pata Pon faz os mover para frente, e Pon Pon Pata Pon envia o comando para eles atacarem. Começa até que fácil, mas aí que mora o desafio. A medida que você vai progredindo a história, mais e mais comandos vão sendo adicionados, e você precisa usar para cada uma das situações que o jogo te coloca.

Porém, o remaster adiciona diversos recursos de suporte para iniciantes à série. Um deles inclui a opção de sempre mostrar os comandos na tela apertando o SELECT (ou no caso do controle do PlayStation, o botão de SHARE). Isso é extremamente útil, pois confesso que às vezes me dava até um branco de qual comando que eu podia usar em certas situações. Além disso, você pode ajustar o timing do ritmo, algo que é necessário dependendo da tela do qual você está jogando.

Pessoalmente, eu não achei o jogo difícil, mas ele com certeza tem uma certa curva para entender 100%. Uma das coisas que notei é o quão fácil é perder o seu combo só por UM botão que você apertou errado. Inclusive, para o remaster de Patapon 2, eles inclusive adicionaram um som específico para quando seu ritmo está só um pouco fora do normal, e eu achei até que estranho que não colocaram isso no Patapon original.

Um novo port

Não é a primeira vez que Patapon recebe um remaster, pois já tivemos os três primeiros jogos no PlayStation 4 anteriormente, mas com esse relançamento, o jogo está finalmente disponível em outras plataformas, como XBOX e PC. Um dos problemas mais comuns que eu me lembro de ter visto nos remasters era a total inconsistência que havia em relação aos gráficos. Algumas cenas, como a do início, sequer receberam um upscale devido, causando uma imagem péssima na TV.

Isso felizmente não acontece nessa versão do Replay. Todos os gráficos parecem que foram redesenhados ou propriamente colocados, e a fonte que eles escolheram é infinitamente melhor para esse jogo. Só que nem tudo são flores, lógico. Por exemplo, os tambores utilizam ícones de seta genéricos, e isso acontece mesmo com o meu DualSense conectado. Eu inclusive achei muito confuso no começo, e pensei que tinha que utilizar o D-pad.

No total, você pode esperar levar aproximadamente 15 horas para cada jogo, que é a mesma quantidade de horas que os originais no PSP tinham. Nenhum conteúdo exclusivo para essa versão foi adicionado, mas eu não vi isso como algo ruim. Honestamente, os gráficos são tão bem feitos, que eu às vezes esqueço que isso aqui era um jogo num PSP.

O port definitivo para os fãs da série

Se você sempre esteve curioso para jogar a série Patapon, mas nunca teve a chance, Patapon 1 + 2 Replay é com certeza o jogo ideal para você dar seus primeiros passos na série. Com os gráficos bem feitos e as adições para iniciantes, os desenvolvedores desse port fizeram um trabalho muito mais bem feito do que os remasters no PS4.

Eu me diverti bastante com o jogo, mas confesso que não é o tipo de jogo que eu faria questão de adquirir nesse exato momento, especialmente considerando que eu não possuo nenhuma nostalgia pelo original. Espero que a Bandai inclusive reviva mais séries da Sony, pois tem muitos IPs que merecem ver a luz do dia mais uma vez.

Nome do jogo:

Patapon 1+2 Replay

Publisher:

Bandai Namco Entertainment Inc.

Desenvolvedora:

SAS CO.,LTD.

Plataformas Disponíveis:

PC

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