Se você já passou algum tempo com uma criança entre 4 e 8 anos de idade, você já ouviu falar de Bluey. É um ótimo desenho para crianças, é inteligente, criativo, extremamente emocional e muitas vezes maduro. A questão é que, em 2026, você não precisa mais estar com uma criança para conhecer a cachorrinha australiana de cor azul, agora basta gostar de jogos de videogame e em algum momento vão te empurrar Bluey goela abaixo e eu realmente quero entender o motivo.
Você pode estar lendo isso e pensando, “que?”, mas vamos olhar um pouco, vamos perder aqui alguns minutos que iríamos gastar com TikTok pensando em algo que não vai levar a gente pra lugar algum.
No momento em que eu escrevo esse texto, no dia 22 de maio de 2026, por volta das 13 horas, a Apple Arcade tem múltiplos jogos sendo atualizados com conteúdo exclusivo da Bluey: Cross Road Castle, Suika Game+, Stitch e Disney Colouring World+, jogos grandes do serviço de assinaturas da Apple com a personagem tomando conta dos ícones e temas dos produtos.
Esse ano também foi lançado pacote pago de Bluey no Minecraft e teremos Bluey’s Quest for The Gold Pen,que já foi lançado para celular, chegando aos consoles, e Bluey’s Happy Snaps que foi anunciado com previsão de lançamento para o final de 2026.
Vale lembrar que esse último foi anunciado em um evento do Xbox Partner. Quando foi a última vez que um jogo focado em crianças esteve em um evento desses?
Se for procurar mais a fundo, existem mais. Em 2025, Bluey já esteve em Fruit Ninja, teve um jogo Lego de celular e até mesmo DLC para o Just Dance 2026. Tudo isso sem comentar nos jogos já lançados de Bluey para celulares e consoles.
Será que tudo isso é só um exemplo de como o videogame ficou expressivamente importante para a indústria toda? Ou Bluey é apenas bom o suficiente para que faça sentido um jogo desse tipo, já que é comum que os pais das crianças gostem tanto do desenho quanto os pequenos? Eu poderia até dizer que isso é só um ataque agressivo de marketing da Disney, que já colocou a cachorrinha pra dançar com o Mickey em um crossover inesperado, lançou produtos da franquia nos seus parques e poderia estar de olho em comprar os direitos, já que é o desenho de maior sucesso no Disney+.
Tudo isso é um problema? Claro que não, no fim das contas, jogos de videogame da Bluey serão sempre bem-vindos, basta seguir a qualidade de histórias dos desenhos e já vai ser excelente, ainda mais se tiverem dublagem brasileira. Ainda assim, continua o questionamento: de onde estão vindo tantos jogos da Bluey?
(Por favor, lancem Bluey’s Happy Snaps dublado em português; as crianças precisam disso)