Esta crítica foi escrita usando uma key enviada para o Game Lodge
Granblue Fantasy: Relink é um dos melhores RPGs de ação dos últimos anos. Quando joguei a versão base em seu lançamento, fiquei admirado com o quão refinado era o seu sistema de combate, que, à primeira vista, parecia simples, mas escondia todo um grande potencial. Potencial esse explorado após o rolar dos créditos, onde o verdadeiro Granblue Fantasy aparecia em formato de jogo de ação.
Em um sistema parecido com o de Monster Hunter, os jogadores podiam se reunir em lobbies e completar missões em busca de melhores equipamentos e materiais, aqui representado através dos Selos e armas.
Após os prometidos, e poucos, updates, o jogo ficou adormecido por 2 anos. Até que, em uma Nintendo Direct, a Cygames não apenas anunciou um port para Switch 2, como uma surpreendente expansão, chamada de Endless Ragnarok.
Endless Ragnarok parte da premissa do endgame, ou seja, mais missões, mais equipamentos e grind, bastante grind.
Antes de falar das missões em si, quero falar da história da expansão, se é que tem alguma…
Falando sério, por mais que o jogo base tenha um competente modo história, certamente não é o foco do jogo, muito menos nessa expansão. É só uma desculpa para matarmos mais chefões. O jogo começa logo após o epílogo da história original e traz a presença de duas novas personagens: Fediel e Fraux, que são as motivadoras para tudo que está acontecendo. Não fui muito a fundo no gacha de Granblue Fantasy, então não faço ideia de quem elas sejam, além de belas moças em formato de anime.
A história não fede nem cheira, e diferente do jogo base onde um iniciante da série podia se situar legal ao cair de paraquedas, eu sinto que aqui isso não funciona. Várias das coisas e lore citadas simplesmente passavam pelos meus olhos e eu não conseguia processar, nem o glossário ajudou. Mas assim, não importa muito, pois o que importa é MATAR CHEFES.
Como falei acima, a expansão é basicamente a mesma coisa do pós-game do jogo base, mas aqui temos um grande adicional: o Modo Confluência.
O Modo Confluência é uma espécie de roguelike onde temos 5 fases (aqui chamadas de Ciclos) com várias áreas dentro e serve maioritariamente como a grande fonte de farm de materiais. Você vai passando por várias mini-fases em cada ciclo, com direito a checkpoints e luta contra bosses. Não existe tanta variedade.
Falando em variedade, talvez a coisa mais decepcionante para mim seja que grande parte dos bosses que você luta nas novas missões são apenas os mesmos inimigos do jogo base, só que mais fortes. Isso vai se repetindo direto, eu não aguentava mais lutar contra dragões de diferentes cores, diversas vezes. E nem estou falando do grind em si. Chega uma hora que acaba cansando, mas o combate do jogo é tão fluido e gostoso que o cansaço vai se esvaindo rápido. Às vezes me perguntava se essa expansão só existe por conta do port de Switch 2 e eles precisavam de uma desculpa para relançar o jogo com mais conteúdo, mas isso, é claro, é apenas relacionado às missões, porque em outros aspectos, Endless Ragnarok começa a brilhar.
Novos personagens, além das duas citadas, foram adicionados, então o leque de bonecos ficou ainda melhor… Okay, não vou mentir, a galera só está usando a Fediel. Eu, no entanto, me mantive fiel a Narmaya e continuo feliz.
Honrando o jogo mobile, Endless Ragnarok dobra a quantidade de grind em todos os aspectos. Quando você pensa que está chegando no fim da história, mais bosses aparecem; quando você pensa que otimizou suas armas, uma nova opção para transcendê-las surge. Chegou ao nível 100? Toma mais novas opções de ponto de maestria exclusivo da expansão. E isso é o grande charme de Granblue Fantasy como um todo, ver números subirem. Não é para todos, eu mesmo me cansei após terminar a história e jogarei casualmente.
Uma das novidades são as Características de Mestre, que liberam assim que um dos personagens chega ao nível 100, e é onde os pontos de maestria do jogo base serão usados ao longo de Endless Ragnarok. Essas características, em sua maioria, são buffs e habilidades ativas e passivas, divididas em três categorias.
Outra adição são as Invocações, onde vários dos chefes do jogo são jogáveis por um determinado tempo, além de ativar alguns bônus. Várias dessas invocações podem ser adquiridas via… acertou, farms no jogo, outras vêm conforme você avança na história.
Fora isso, várias melhorias e qualidade de vida vieram com a expansão, sendo a mais importante a inclusão de crossplay. Isso foi algo que faltou e muito no lançamento do jogo base, e sinto que matou rapidamente o jogo após o término das atualizações.
Granblue Fantasy Relink retorna após dois anos com Endless Ragnarok, uma expansão que faz jus ao jogo que deu origem ao RPG de ação, onde o grind nunca para, e continua sendo o jogo com o melhor sistema de combate dos últimos anos.
Granblue Fantasy: Relink - Endless Ragnarok
Cygames, Inc.
PC, Playstation 4, Playstation 5, Nintendo Switch 2
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