Mini-Crítica: Ys X: Proud Nordics – Excelente frustração

Por Pedro Ladino

Nota: 9.5

Esta crítica foi escrita usando uma key enviada para o Game Lodge

Fiquei me perguntando como abordaria Ys X: Proud Nordics sem repetir o que comentei na crítica do jogo original. Não há muito a ser adicionado sobre o jogo como um todo, porém a versão Proud tem coisas bem interessantes, em termos de design e história. Então, se você quiser ler mais a fundo, recomendo o texto mencionado.

Ys X: Proud Nordics é a versão definitiva de Ys X: Nordics, que chega agora ao ocidente para PS5, Nintendo Switch 2 e PC. A existência de uma edição aprimorada de alguns de seus jogos não é algo inédito para a Nihon Falcom, porém o timing não foi muito favorável para esse lado do globo. Poucas semanas após o lançamento da versão base pela NIS America, lá em 2024, a desenvolvedora japonesa anunciou essa nova versão que teria um conteúdo a mais de história.

Por que esse conteúdo não veio como DLC? É uma pergunta bastante justa. Mesmo após terminar, eu ainda não entendo o motivo, a não ser o fato de que a Falcom queria ter um jogo para ser lançado nos primeiros meses do Nintendo Switch 2, sendo um exclusivo para o recém-chegado console da BIG N, até então.

Até o momento em que escrevo, a NIS America ainda não se pronunciou se oferecerá um desconto para aqueles que compraram o jogo original.

Mas o que importa é: mesmo se você jogou o original, vale a pena pegar a versão Proud?

Bom, primeiramente, Ys X: Proud Nodrics é um ótimo jogo, pois o original já era ótimo, então ter mais conteúdo deste jogo é excelente, mas realmente é um tanto frustrante, devido à estrutura e disponibilização do conteúdo inédito, você não apenas terá que comprar novamente, mas também terá que jogar praticamente o jogo inteiro de novo.

Ao menos, é possível utilizar o Clear Data do jogo original em Proud, o que já adianta bastante em relação a upgrades, equipamentos dos personagens e o Sandras.

O jeito que o conteúdo de Öland Island é disponibilizado no jogo é quase perdível, você tem que abrir o mapa e notar que tem um ícone azul em um local já presente no jogo base, mas que não era explorável (inclusive a gente chega a visitar essa ilha em um dos eventos de afinidade, porém apenas em cutscene). Esse conteúdo aparece a partir do quinto capítulo do jogo e a estrutura é um tanto parecida com Viewspoint Isle do jogo base, você não consegue completar de uma vez, tendo que ficar indo e voltando conforme você avança na história principal, coleta as antiguidades dos Normans e libera suas habilidades. Para ser sincero, talvez tenha sido a melhor abordagem.

Os mapas e dungeons de Proud remetem a outros jogos da série e consertam um dos meus problemas com o jogo original. Aqui nós temos campos mais extensos, em vez de pequenas ilhas sem graça e tudo parecidas, e dungeons com ótimo level design, algumas me remetem a Ys IX: Monstrum Nox, por exemplo, e é uma melhoria considerável em relação ao original. De certa forma, esse contraste entre o velho e o novo funcionou bem demais, pois acaba não saturando a exploração das ilhas.

Não concordo com a crítica de que Ys X tenha se distanciado brutalmente da fórmula Ys, mas é realmente melhor do que o que tivemos originalmente e talvez seja o caminho a seguir daqui para frente.

A história é equivalente a um capítulo do jogo, mas é mais longa do que parecia ter dado a entender inicialmente. Não espere algo excelente em termos de roteiro, mas Proud praticamente confirma algumas das implicações e teorias do jogo base. Realmente não sei se a Falcom vai seguir nessa linha daqui em diante, mas são coisas bastante interessantes para aqueles que estão de olho na lore da série. Os novos personagens são legais, especialmente o Canute, além de adicionar mais ainda à já excelente personagem da Karja.

A história é basicamente Canute nos desafiando a explorar e descobrir os mistérios dessa nova ilha, que era usada como um campo de treinamento para os usuários de Mana.

Mas não é só a ilha que temos de inédito aqui. Temos algumas qualidades de vida e adições aos sistemas do jogo. Apesar de ter usado o meu clear save, eu decidi iniciar um save do zero para ver essas aplicações para os jogadores novos. O barco é relativamente mais rápido, e também temos mais correntes marítimas que podem ser liberadas por meio de batalhas navais. Elas são indicadas pelas luzes douradas no mar.

Um dos bosses mais irritantes e malfeitos do jogo original teve sua batalha alterada. Está menos ruim de fazer, mas ainda é péssima.

Entre as outras adições, temos uma nova ação para a Mana, o Mana Hold, que permite segurar certos objetos, que servem para os “puzzles” da ilha. Agora também dá para fortalecer as suas skills após masterizar as mesmas e as ações de mana com dois novos consumíveis. Além disso, agora o hoverboard tem um botão de acelerar, o que é maravilhoso.

Após terminar a história da ilha, um novo modo de jogo é liberado, Muspelheim, que consiste em um desafio com tempo onde você explora um local e catar itens, que podem ser raros ou não, e derrota inimigos. O mais interessante aqui é coletar as peças de um quadro que estão espalhadas por esse mapa.

Por fim, quando você chega na dungeon final, um outro modo de jogo é desbloqueado, que são batalhas navais em sequência e que sinceramente é bem enjoativo, você luta contra várias ondas de inimigos.

Eu gosto tanto desse jogo que, mesmo nessa rejogada, eu decidi fazer tudo completinho novamente. Até porque qualquer coisa ao som de Sometime Siesta fica muito boa. Visitar as ilhas múltiplas vezes para falar com os NPCs, especialmente os de Balta Island, é satisfatório. Sem falar na excelente sidequest da Nanna, que é possivelmente uma das melhores sidequests da Falcom em anos, e que aparentemente foi escrita pela secretária do Kondo???

Apesar de frustrante para aqueles que jogaram ou compraram o jogo original, Ys X: Proud Nordics ainda é uma excelente pedida para ser revisitado. Para os aventureiros de primeira viagem, é uma espetacular porta de entrada para Ys.

Nome do jogo:

Ys X: Proud Nordics

Publisher:

NIS America

Desenvolvedora:

Nihon Falcom

Plataformas Disponíveis:

PC, Playstation 5, Nintendo Switch 2

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