A crescente popularidade de jogos narrativos episódicos dos anos 2010, particularmente em razão da Telltale Games, me trouxe uma aversão ao modelo de esperar semanas ou meses entre partes de uma mesma história. Assim, por mais que a ideia dos remakes de Final Fantasy VII me interessasse muito, quando descobri que ele viria em partes, eu sabia que só teria paz ao jogá-los uma vez que a terceira delas estivesse entre nós. Enquanto esse dia não chega, porém, eu tive a chance de experimentar um pouco de Revelation durante a Brasil Game Show 2026 em uma demo básica, porém impressionante.
O jogo lá estava disponível no PlayStation 5 em uma demonstração de aproximadamente meia hora, em que Cloud e seu grupo navegam uma dungeon bem linear, onde o foco é mais na demonstração do combate de seus diferentes aliados e suas classes. Em termos de história, por não ter jogado os títulos anteriores, eu não consigo elaborar muito além de “Sephiroth aparece e atormenta um pouco o Cloud em visões um tanto psicodélicas”, algo que, no mínimo, me deixa ainda mais intrigado pela forma com que esses jogos desenvolvem sua “nova” narrativa.
O combate aqui, particularmente após a adição de algumas camadas ao longo dos 3 jogos, não é muito fácil de pegar e jogar (bem) para alguém que já não tenha alguma familiaridade com ele, mas a maioria dos inimigos comuns foram fáceis o suficiente para eu poder testar os personagens. Dentre eles, os novatos da vez – Cid e Vincent – estavam em sua party por padrão e foram os que mais utilizei. Dos dois, o mais divertido (e útil) foi de longe o Vincent, com sua jogabilidade rápida e estilosa com as duas pistolas e bom dano transformado. Cid, por outro lado, não pareceu tão ágil quanto eu esperaria de um dragoon (minha classe favorita na série), mas suas habilidades também tinham uma camada de profundidade que não tive tempo de explorar melhor na demo.
O destaque aqui foi o chefe final, uma versão da Jenova que ocasionalmente emitia tentáculos do chão e exigia uma boa coordenação do seu grupo. A inteligência artificial não se mostrou muito útil em ajudar a eliminar os tentáculos de forma tão eficiente quanto se esperaria de 3 personagens em campo, mas a facilidade de trocar entre eles impediu que isso se tornasse um problema. Foi uma luta bem divertida para alguém que “aprendeu” o combate nos 20 minutos anteriores, então isso me deixa bem animado para as possibilidades de encontros similares mais seguros do que estou fazendo.
No geral, a demo de Final Fantasy VII Revelation foi um pouco mais simples do que eu esperava de um jogo com um mundo aberto aparentemente tão vasto, mas não poupou no já esperado espetáculo visual da trilogia e em mostrar como o combate está ágil e divertido. Para quem, assim como eu, preferiu esperar a história ser concluída para se aventurar nela, Revelation está fazendo um bom trabalho em manter esse interesse tão vivo quanto antes. Eu só espero que, até o lançamento do jogo, eles mostrem cenas de gameplay da Aerith no grupo, já que nos trailers (e na demo) até agora ela andou fazendo falta.
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