Stellar Blade é um jogo de ação e aventura desenvolvido pelo estúdio coreano Shift Up e lançado originalmente no PlayStation 5 em abril de 2024. Pouco mais de 1 ano depois, em junho de 2025, o jogo deixou sua exclusividade e chegou ao PC na sua versão Complete Edition. Agora, em novembro de 2026, o jogo continua sua jornada multiplataforma e chega, com sua Complete Edition, ao Nintendo Switch 2.
Bem, Stellar Blade já conta com uma crítica feita pelo Arthur quando o jogo saiu originalmente, então nesse texto estarei focando mesmo na experiência de jogá-lo no Nintendo Switch 2. Caso você queira saber mais intrisicamente do jogo, recomendo a leitura do texto do Arthur.
A versão lançada para o Switch 2 é a mesma do PC, a Complete Edition. Ela conta com as DLCs lançadas posteriormente, que contam com colaboração com NieR: Automata e NIKKE: GODDESS OF VICTORY. Só que, junto do anúncio dessa versão, eles informaram que o jogo ganharia uma DLC gratuita que faz uma colaboração com a série Bayonetta.
Essa DLC adiciona roupas para Eve da Bayonetta, de Freira, da Jeanne, e uma quarta roupa original feita para o jogo e inspirada na Bayonetta. Contudo, a DLC não é exclusiva dessa versão e também chegou ao PC e PS5.
Então, o jogo em si não conta com algum conteúdo exclusivo que você só encontra nessa versão. E, na verdade, nenhuma plataforma tem uma versão dessas. Pode jogar onde preferir à vontade, que você não estará perdendo nada.
A impressão inicial do jogo é um pouco negativa, já que a cena de abertura é no espaço, no meio de uma batalha, com um monte de explosão e coisas acontecendo em tela. Quando começamos a controlar de fato a Eve e a jogar, também estamos num campo de batalha mais aberto, e isso acaba sendo um pouco demais para o jogo lidar sem que você note os sacrifícios feitos para essa versão.
O cabelo dos personagens, a textura do mapa, o pouco de vegetação, os efeitos de fogo e explosão. Em todos, você consegue sentir que eles estão meio borrados e bem pixelados, seja no portátil ou dockado. O FPS também apresenta uma certa queda nessa parte, mas nada tão gritante, sendo honesto.
Só que, já logo depois, no primeiro mapa após a cena de abertura, o jogo já melhora consideravelmente. Por ser um ambiente mais fechado e sem uma guerra explodindo ao seu redor, o jogo consegue lidar bem melhor com as coisas em tela.
O jogo apresenta a possibilidade de usar geração de frames, fazendo-o passar de 30 para 60 fps, o que tecnicamente gera um input delay como consequência. Agora, por qual motivo eu disso “tecnicamente”? É porque eu sou péssimo em identificar isso, então eu não posso afirmar com toda clareza que eu experimentei esse atraso. Eu acredito firmemente que tem, até porque tive a impressão de que estava levemente acertando mais parry com isso desligado, mas particularmente não senti que mudou muito.
Já a diferença de fluidez eu consegui perceber com essa opção ligada ou desligada, mas, sinceramente, o jogo em 30 fps parecia bem honesto, então, caso você sinta o efeito da geração de frames no input, ao menos a versão em 30 é ok. Claro que, para um jogo de ação, o ideal é sempre 60+, só que é um sacrifício justo para fazer o jogo rodar num dispositivo tão pequeno.
Visualmente, tirando aquela primeira parte, o que temos depois é satisfatório, principalmente no modo portátil. Não é nada espetacular e definitivamente não é a versão mais bonita do jogo, mas, para algo rodando na palma da sua mão, está competente. Como falei, no modo portátil, que se limita a uma resolução menor, achei que o jogo ficou mais bonito. No modo dockado não é nada de horroroso, mas você consegue perceber mais algumas imperfeições, seja pela resolução mais alta e por você estar jogando numa tela maior.
Como já dito, uma análise mais detalhada do jogo você encontra no texto do Arthur, mas ainda assim queria falar meus 50 centavos do jogo.
Eu não cheguei a zerar o jogo, então não tenho uma visão total da história. Ela começa bem vaga, te jogando no campo de batalha sem muitas explicações do que você está enfrentando e nem do porquê. Então, é aquele tipo de jogo em que você, aos poucos, descobrindo um pouco de tudo ao seu redor e de si mesmo.
Mecanicamente senti ser um jogo de ação bem competente, que tem imprime uma certa velocidade na batalha, mas que é muito mais estratégico em saber o tempo das coisas. Então ele tem uma cadência interessante entre ataque, defesa e esquiva. Você não pode sair atacando desenfreado, porque eventualmente vai ser atingido no processo, então é importante saber se defender. Só que, na defesa, você tem que saber a hora de bloquear e de esquivar.
Uma mecânica que achei interessante foi que os inimigos têm aqueles ataques que você não consegue bloquear, então lhe cabe esquivar deles, mas um pouco mais para frente você libera na árvore de habilidade uma mecânica de contra-ataque a esses ataques dos inimigos. E esse contra-ataque tem diferenças entre um que você faz para trás do inimigo e outro que você o afasta com um chute.
Todos esses sisteminhas, que particularmente não são tão simples de pegar o tempo das ações, tornam a batalha acelerada e cadênciada ao mesmo tempo, sendo uma experiência bem interessante. E se distanciando de suas maiores comparações, que são NieR e Bayonetta.
No arsenal de armas, eu senti falta de um pouco de variedade, além da espada que a Eve carrega, e falta de ataques a distância com alguma arma de fogo ou coisa do tipo. Acho que seriam boas adições para a jogabilidade, mas também não são faltas super gritantes.
A impressão após jogar é fortalecer uma visão que eu já tinha após ver gameplays do jogo. É um jogo competente no que se propõe, sem revolucionar, mas também longe de ser apenas um jogo que hipersexualiza a personagem sem entregar algo decente. Me diverti jogando e tenho a impressão de que continuarei ao jogar mais para zerar.
Stellar Blade Complete Edition para Nintendo Switch 2 não é a melhor versão do jogo, por sofrer na questão técnica com seu desempenho e visual, mas ainda é uma grande versão ao entregar algo digno para um dispositivo pequeno e que você pode levar por aí.
Se você só tem o console da Nintendo, ainda poderá jogar uma boa versão e, se você já jogou alguma das outras versões, mas quer algo para jogar fora do sofá ou da cadeira do PC, poderá aproveitar o jogo ainda de forma decente.
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